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Devido às ocupações, 3 mil estudantes de AL devem fazer Enem junto com presos

O Ministério da Educação (MEC) ainda vai oficializar, mas já está sendo discutida a possibilidade de os candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) prejudicados com as ocupações de unidade de ensino fazerem as provas na mesma data reservada aos presos e jovens que estão sob medida socioeducativa. Para estes, o Enem será aplicado nos dias 6 e 7 de dezembro (terça e quarta-feira). Seria uma alternativa para os cerca de 3 mil estudantes de Alagoas que se prepararam tanto para este momento.

No Estado, são 14 escolas ocupadas por alunos em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que fixa um teto de gastos públicos por até 20 anos, e contra a reforma do ensino médio, ambas encaminhadas pelo governo federal. O MEC estipulou prazo até as 23h59 dessa segunda-feira (31) para que estas unidades fossem desocupadas. Caso contrário, as provas do Enem seriam remarcadas nestes locais.

O anúncio oficial contendo a lista das escolas que terão o exame suspenso vai ser dado às 15h desta terça-feira (01), em entrevista coletiva na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, com a presença da presidente do órgão, Maria Inês Fini.

Para fazer a prova junto com os presos e socioeducandos, os estudantes do ensino regular que foram prejudicados pelas escolas ocupadas terão, ao menos, mais um mês para se preparar. O teste aplicado aos apenados tem o mesmo nível do conteúdo, embora as questões sejam completamente diferentes.

Em entrevista à Rádio Gazeta, o pró-reitor de Ensino e membro da comissão de diálogo com os movimentos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Luís Henrique Gouveia, ressaltou que a ideia de relocar os alunos que fariam provas em instituições ocupadas não é cogitada, mas analisou a possibilidade de ser realizada uma segunda prova, com os candidatos dos sistemas prisionais. A instituição tem inúmeros campi ocupados, inclusive o de Maceió.

“A prova aplicada nos presídios já existe e a junção desses candidatos seria uma solução viável diante no número de escolas ocupadas na região. O Inep sempre se preocupa com o nível das questões para que nenhuma das partes seja prejudicada. A previsão é que a segunda prova seja aplicada no primeiro final de semana de dezembro, exatamente um mês depois da primeira”, explica.

gazetaweb.globo

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