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BRASILEIRO NOMEADO CARDEAL VÊ GESTO DE AMOR DO PAPA AO BRASIL

Com uma mensagem de autocrítica às tensões internas na Igreja Católica, o Papa Francisco nomeou 17 novos cardeais na manhã deste sábado (19), no Vaticano. Entre eles está o arcebispo de Brasília, Dom Sergio da Rocha. Para o brasileiro, sua inclusão no novo cardinalato seria um gesto do Papa de expressão de amor pela Igreja no Brasil.

Na homilia da missa do Consistório Ordinário Público de 2016, o pontífice alertou sobre o “vírus da polarização” e disse que, apesar de todos serem diferentes, é preciso não ser “inimigo” dentro da Igreja.

“Nós viemos de terras distantes, temos costumes, cores de pele, línguas e condições sociais diversas. Pensamos de maneiras diferentes e celebramos a fé também com ritos diferentes. E nada disso nos torna inimigos, ao contrário, é uma de nossas maiores riquezas”, disse o papa.

A fala de Francisco é uma crítica velada aos recentes momentos de tensão entre os cardeais. Nesta semana mesmo, foi tornada pública uma carta de questionamentos ao papa por cardeais conservadores, liderados pelo norte-americano Raymond Leo Burke.

Veja como foi o consistório transmitido pelo Centro Televisivo Vaticano (CTV):

 

DIREITO A VOTO

Dos 17 novos cardeais nomeados por Francisco, 13 terão direito a voto em um possível conclave – quando é eleito um novo pontífice para a Igreja Católica. Assim como nos dois consistórios anteriores, o papa optou por “descentralizar” as escolhas da Europa e nomeou novos cardeais latino-americanos, asiáticos e africanos em um número maior que seus antecessores.

O brasileiro Dom Sérgio da Rocha é um dos cardeais que terão direito a voto. À Rádio Vaticano, o novo cardeal falou recebe o cardinalato com gratidão a Deus e ao Papa Francisco, e com muita esperança de que terá a graça de Deus e a oração de quem o acompanha em sua trajetória para cumprir bem sua missão.

“Não se trata de um simples encontro de cardeais, mas é o próprio Papa quem está presidindo este momento, criando os novos cardeais para serem seus colaboradores. Não se pode entender o cardinalato como uma espécie de honraria ou de privilégio – claro que é uma graça, que é um dom de Deus através da Igreja –, mas é um serviço a ser prestado de maneira humilde, generosa, na comunhão com o Papa. Temos a oportunidade de crescer ainda mais na unidade com o Santo Padre, de ajudar a própria Igreja no Brasil, que está sempre unida ao Papa. Entendo que este seu gesto é acima de tudo um modo de ele valorizar, de expressar o seu amor pela Igreja no Brasil. Eu já disse a ele que o Brasil, o episcopado brasileiro, o povo brasileiro se sente amado por este gesto dele de nomear um cardeal brasileiro”, disse o cardeal brasileiro, que ainda deve ser nomeado como membros de alguma das congregações da Cúria Romana.

FRANCISCO EXALTOU RIQUEZA DA DIVERSIDADE CATÓLICA

DIVERSIDADE

Com as nomeações de hoje, Francisco já indicou 44 dos 121 cardeais que podem votar. Mas esse número diminuirá para 120 no dia 28 de novembro, quando o cardeal senegalês Sarr completará 80 anos e deixará de estar apto ao voto.

Agora, são 121 cardeais eleitores e 107 não eleitores na Igreja Católica. Do total de cardeais, 112 são europeus (54 eleitores), 62 das Américas do Norte, Central e do Sul (34 votantes), 24 da África (15 eleitores), 24 da Ásia (14 votantes) e quatro da Oceania (quatro eleitores).

Os 13 novos cardeais votantes são: Mario Zenari (Itália), Dieudonne Nzapalainga (República Centro-Africana), Carlos Osoro Sierra (Espanha), Sergio da Rocha (Brasil), Blase Cupich (EUA), Patrick D’Rozario (Bangladesh), Baltazar Enrique Porras Cardozo (Venezuela), Josef De Kesell (Bélgica), Maurice Piat (Ilhas Maurício), Kevin Farrel (EUA), Carlos Aguiar Retes (México), John Ribat (Papua Nova Guiné), Joseph William Tobin (EUA).

BENTO XVI

Após a cerimônia de nomeação, o papa e os 17 novos cardeais foram à capela do ex-convento Mater Ecclesiae, onde foram abençoados pelo papa emérito Bento XVI.

Nas imagens divulgadas pela Central Televisiva do Vaticano (CTV), é possível ver que para Francisco abraçou Joseph Ratzinger, em gesto repetido por todos os novos cardeais. A benção ocorreu após uma oração na capela e, apesar de aparentar estar mais magro, o papa emérito estava muito sorridente e participando de todos os atos. (Com informações da Agência Ansa)

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