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Bancada federal de Alagoas assegura R$ 90 milhões para Hospital Metropolitano

Com a consolidação das emendas parlamentares para o exercício de 2017 pela bancada federal de Alagoas, protocolada no dia 20 de outubro, na Comissão Mista dos Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) da Câmara dos Deputados, ficou acordado que o Hospital Metropolitano de Maceió receberá R$ 90 milhões para sua construção. A obra vai beneficiar usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando o acesso de forma digna à assistência hospitalar nos âmbitos de clínica médica, pediátrica e materna, além da inclusão de procedimentos de alta complexidade.

A nova unidade de saúde que será construída no Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió, deve trazer mais 182 leitos para a capital. De acordo com a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, a ideia da construção do Hospital Metropolitano de Maceió surgiu da necessidade de o Estado de Alagoas ter um déficit de mais de 2 mil leitos para o SUS.

“Atualmente trabalhamos no limite, com déficit de leitos que acaba por inviabilizar uma assistência humanizada aos usuários do SUS. Em virtude disso, temos que comprar leitos de retaguarda na iniciativa privada e que nem sempre correspondem as nossas necessidades. Quando se tem o hospital público, conseguimos organizar, realizar um credenciamento para garantir bons especialistas nas áreas e, com isso, oferecer uma saúde digna à população”, destacou a titular da pasta.

“Quando cheguei à Secretaria de Estado da Saúde, eu e minha equipe fizemos um estudo por área. Então, nos deparamos com uma realidade difícil e complicada na parte de Assistência à Saúde Hospitalar. Em Maceió, só temos o Hospital Geral do Estado (HGE), que, por sinal, convive com a superlotação”, explicou.

“Foi daí que elaboramos um projeto, no qual foi encaminhado para o governador Renan Filho, e nele constava a possibilidade de resgatarmos dos dois mil leitos, pelos menos uns 900, para que pudéssemos avançar na saúde pública alagoana”, ressaltou Rozangela Wyszomirska.

Segundo o deputado federal Marx Beltrão, que atualmente exerce o cargo de ministro do Turismo, a construção da unidade vai avançar e melhorar os serviços de saúde pública no Estado de Alagoas. “Todos os parlamentares mostraram-se favoráveis à emenda coletiva impositiva para que Maceió receba esse novo hospital. Quero parabenizar a bancada federal por ter atendido ao pedido do governador Renan Filho. Alagoas vem avançando e a bancada unida tem trabalhado ainda mais para o seu desenvolvimento, principalmente, na área de saúde que tanto precisa de investimentos”, destacou Beltrão.

O deputado federal Cícero Almeida destinou o aporte de R$ 5 milhões em emenda parlamentar para a construção do Hospital Metropolitano de Maceió. Para ele, a unidade de saúde é um projeto de grande importância não só para os maceioenses, como também para os alagoanos de outros municípios, que deverão ser contemplados com os serviços.

“Nossa capital dispõe apenas do HGE, que não consegue atender a grande demanda que chega à sua porta diariamente. Destinei parte dos recursos das minhas emendas parlamentares e vou investir muito na saúde em 2017, por entender que este projeto é de fundamental necessidade da população, e um deputado precisa estar pautado, sobretudo, nos interesses do povo”, destacou Almeida.

Já para o deputado federal Givaldo Carimbão, o projeto é muito importante, pois, além de garantir uma melhor assistência à saúde dos alagoanos, dará continuidade ao trabalho íntegro e sério que vem sendo realizado pelo governador Renan Filho.

“Eu o parabenizo pela sua garra e coragem em lutar pela saúde do povo alagoano. Antes mesmo da emenda que assegura as obras do Hospital Metropolitano, a construção de novas unidades de saúde, inicialmente na capital e, agora, em diversos municípios, já vinham apontando a direção correta do desenvolvimento, numa prova de que, quando há boa vontade e um sonho em comum, nenhum obstáculo pode ser grande demais”, diz Carimbão.

Rozangela destacou ainda que o Hospital Metropolitano de Maceió será semelhante ao HGE; contudo, não realizará atendimento de traumas, tais como: trauma grave de crânio, pescoço, tórax e abdômen; trauma raquimedular; lesões pelviperineais; lesões complexas da face; queimaduras; lesões e amputações traumáticas dos membros; e insuficiência de órgãos pós-trauma.

“O atendimento de trauma vai continuar no HGE, a fim de garantir a sobrevida das vítimas dessas situações, bem como para a diminuição de sequelas decorrentes dos agravos envolvidos. No Hospital Metropolitano iremos disponibilizar um serviço para as gestantes de baixo risco e, ao seu lado, teremos o Hospital da Criança. Além disso, o Metropolitano irá contar com o serviço de alta complexidade, com as cirurgias de grande porte, e uma parte de leitos clínicos, que é uma grande carência nos hospitais públicos de Alagoas”.

A secretária acrescentou que a construção dessa unidade contará com os serviços de laboratórios, exames de imagem, intervenções terapêuticas, medicina diagnóstica, procedimentos cirúrgicos e endoscópios e ainda com a possibilidade de realizar serviços de transplantes no Estado com mais eficiência.

“Hoje nós contamos com 5 mil leitos públicos para os pacientes do SUS, embora a população alagoana precise de 7.800 para garantir uma melhor qualidade de vida. A construção do Hospital Metropolitano de Maceió vai garantir assistência imediata e ampliar o acesso. Os usuários não irão mais perambular pelos hospitais para marcar um exame ou realizar uma cirurgia. Eles terão ao seu dispor recursos tecnológicos avançados e competência médica multiprofissional para resolver seus problemas de maneira eficaz”, garantiu.

 gazetaweb.globo.

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