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Vaquejada gera cinco mil empregos e movimenta R$ 5 milhões por mês em AL, diz deputado

Os deputados estaduais saíram em defesa da prática da vaquejada durante a sessão desta terça-feira, 11, na Assembleia Legislativa (ALE). Eles criticaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela inconstitucionalidade da lei cearense que regulamenta a vaquejada como esporte e se solidarizaram com o movimento nacional em defesa da atividade, que realizou uma caminhada nesta manhã, em Maceió.

Primeiro a falar, o deputado Dudu Hollanda (PSD) cobrou do presidente da Casa, Luiz Dantas (PMDB), a promulgação do Projeto de Lei (PL), de sua autoria, reconhecendo a vaquejada como atividade esportiva no Estado. O parlamentar lembrou que, aprovada desde setembro do ano passado na Casa, a matéria não foi sancionada pelo governador Renan Filho (PMDB).

Ele também pediu agilidade na análise, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, do PL, também de sua autoria, que torna a vaquejada patrimônio cultural de Alagoas.

Destacando que ainda não existe uma legislação federal para regulamentar a prática, o deputado frisou a importância da vaquejada para a cultura do Nordeste e afirmou que sua proibição trará enorme prejuízo para todos os estados nordestinos.

Segundo ele, em Alagoas a atividade conta com mais 11 mil participantes, gera cinco mil empregos diretos e indiretos e movimenta em torno de R$ 5 milhões por mês.

“A vaquejada evoluiu muito de 1986 para 2016… Antes os animais podiam ser cortados, mas tudo mudou. Hoje os animais não podem mais sangrar… Existe veterinário na pista para os animais e ambulância de prontidão para atender os vaqueiros… Claro que ocorrem acidentes, como em todos os esportes, mas as regras são completamente diferentes hoje”, disse, ao refutar o argumento de que os bois sofrem maus-tratos durante a prática.

Fim do carnaval

Em aparte, Francisco Tenório (PMN) apelou para que os ministros do STF revejam a decisão. “Mexer com a vaquejada é como se tivesse acabando o carnaval no Rio, a escola de samba, o axé na Bahia”, comparou, destacando que a vaquejada é uma tradição e faz parte da cultura nordestina.

Tenório também comparou os acidentes que podem ocorrer nas vaquejadas, quando um boi ou um cavalo quebra a pata ou o vaqueiro se machuca, com os jogadores de futebol que quebram a perna durante uma partida.

Também em aparte, Bruno Toledo (PROS) disse que não pratica vaquejada e criticou o caráter “preconceituoso” e desrespeitoso em relação à cultura de um povo dos argumentos de alguns defensores da extinção da atividade.

“É importante a defesa do animal, mas a vaquejada é mais que atividade econômica, mais que prática esportiva, é uma questão cultural de uma região do Nordeste que tem a vaquejada como lazer e meio de vida… Concordo que os animais precisam ser respeitados…  Mas, na vaquejada não há maus-tratos… Há um zelo muito grande”, defendeu.

Os deputados Inácio Loiola (PSB) e Edval Gaia (PSDB) também defenderam a importância da atividade para a cultura, economia, história e lazer da região. “O Nordeste sem a prática da vaquejada é a mesma coisa que o Rio sem o carnaval e o Brasil em o futebol”, disse Loiola.

cadaminuto

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