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Prisão de Cunha vai incendiar as eleições de 2018 em Alagoas

Em menos de uma semana, o juiz Sérgio Moro publicou duas decisões duríssimas atingindo ex-parlamentares federais. O caso Cunha, o da vez, e a condenação do ex-senador Gim Argello (PTB), que pegou 19 anos de cadeia, no último dia 13.

Isto só foi possível porque ambos não possuem mais o “foro privilegiado”, um dos principais objetos do desejo de protocriminosos em todo ao país.

E não é para menos: quem o tem não tem medo – da Justiça, pelo menos.

Só responde ao STF, que não guarda entusiasmo em julgar as autoridades blindadas por esta excrescência jurídica brasileira.

Aqui em Alagoas, três alvos da Lava-Jato disputam as eleições de 2018, buscando renovar os seus mandatos: o senador Renan Calheiros, que é investigado em sete inquéritos da PF só nesta seara, embora ainda não tenha sido denunciado ao STF; o senador Biu de Lira e o deputado Arhur Lira – os dois já denunciados pela Procuradoria-Geral de Justiça ao Supremo, por suposto envolvimento no esquema de desvio bilionário da Petrobras.

Se conseguirem a reeleição, manterão o foro privilegiado e não correrão o risco de serem julgados tão cedo.

Ou seja: continuarão todos no paraíso – Brasília.

As decisões da Justiça Federal do Paraná tornarão as eleições de 2018 em Alagoas ainda mais emocionantes e, por óbvio, mais propensas a ações que não agradarão os espíritos mais calmos e mansos.

Explica-se, pois, porque todas as autoridades acusadas de crime no Brasil só querem ser julgadas pelo STF, que não existe com esta finalidade, nem está disposto a mudar a sua rotina de chá e de defensor dos “princípios constitucionais” (incluindo o Artigo 52 da CF?).

(Desconfio de que o fim do foro privilegiado seria mais eficaz do que a aprovação das “Dez medidas contra a corrupção”.)

blog.tnh1.

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