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O que acontece no corpo quando tomamos energético: ela tomou por 4 anos e mostra

Alguns estudos já mostraram que o açúcar pode viciar tanto quanto drogas. Isso vale não só para os grãos branquinhos ou para as receitas visivelmente açúcaradas, mas também para industrializados como refrigerantes e bolachas. A inglesa Mary Allwood contou ao tabloide britânico Daily Mail sobre seu vício em bebidas energéticas e em como ele afetou seu corpo e principalmente seu fígado, que dobrou de tamanho durante os quatro anos de consumo excessivo.

Bebidas energéticas: inglesa mostra efeito do vício

A inglesa Mary Allwood, 26, se classificava como uma viciada em bebidas energéticas. Diariamente, ela consumia de 12 a 20 latas da bebida, e, por ano, gastava cerca de 2.300 libras (quase R$ 10.000) no produto. As quantidades absurdas de açúcar e cafeína tiveram grande impacto sobre seu corpo, principalmente sobre o fígado.

Em entrevista ao Daily Mail, Mary disse que, na época, não se importava com o dano que o vício estava lhe causando. “Se eu não tomasse o energético, eu me sentia muito mal e ficava mau-humorada, não era uma opção”, contou. “No começo era como se [a bebida] me desse energia, mas depois isso passou e eu ‘apenas precisava’ do energético. […] Eu precisava do sabor e do gás. Era minha heroína.”

Aumento massivo do fígado

Depois de quatro anos consumindo os energéticos, Mary teve de ser levada às pressas ao hospital por causa de uma intensa dor na lateral do abdômen. Uma ressonância magnética mostrou que seu fígado estava do dobro do tamanho normal.

Segundo os médicos, que acreditavam que ela era alcoólatra antes de saber de seu vício, a dieta era tão rica em açúcar que levou à formação de dois nódulos fibrosos no órgão. Eles explicaram que o ingrediente causou um depósito de gordura no fígado, que deixou as duas lesões.

O vício fez também com que Mary engordasse, passando do manequim 44 para o 54, e tivesse um episódio de palpitação, aquela sensação de aumento da frequência cardíaca que costuma ser provocada por uma arritmia cardíaca.

Recuperação

Mary foi tratada e, depois de trocar as 20 latas de energético por uma dieta regrada e por 6 litros e meio de água por dia, seu fígado voltou ao tamanho normal.

No início, as mudanças de humor e os tremores eram constantes, mas agora ela diz que um retorno ao antigo vício é impensável. “Outro dia, eu pinguei uma gota de energético na minha língua e o gosto era de puro açúcar. Eu nunca vou voltar a ser quem eu era”.

Quantidade de açúcar e cafeína em uma lata de energético

Cada latinha de energético de 250 ml tem, em média, 27,5 gramas de açúcar e 80 mg de cafeína. Mary Allwood consumia – considerando 20 latas por dia – 550 gramas de açúcar e 1,6 g de cafeína.

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A nutróloga Ana Luisa Vilela, da clínica Slim Form, de São Paulo, explica que o açúcar refinado é a chamada “caloria vazia”, ou seja, não tem nenhum nutriente, apenas as 9 calorias por grama. Apesar de fornecer glicose e, portanto, energia, a mesma energia poderia ser obtida em vegetais, que são riquíssimos em nutrientes.

Para que os prejuízos não sejam tão grandes, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o consumo de açúcar diário seja inferior a 10% das calorias totais. Considerando uma dieta de 2.000 calorias, o indicado seria comer menos de 200 calorias ou 22 gramas.

Não existe um limite estabelecido para o consumo de cafeína por dia, mas a nutróloga conta que o consumo de três cafezinhos por dia seria o ideal para evitar os prejuízos sem perder os benefícios da bebida.

O Mayo Clinic, um dos mais importantes centros de saúde norte-americanos, recomenda um limite máximo diário de 400 mg, o que equivale a quatro xícaras. Mas lembre-se que a cafeína também está presente nos energéticos, no chocolate e em alguns refrigerantes.

Como o açúcar afeta o fígado

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A nutróloga explica que o fígado é como uma grande “esponja” que pega tudo de ruim do organismo e filtra, ele também produz glicogênio, é responsável pela quebra de gordura, pela coagulação e pelo metabolismo de diversas substâncias, como remédios e álcool. Ele é portanto um órgão naturalmente sobrecarregado, que precisa que a alimentação seja saudável para que ele não tenha ainda mais trabalho e seja lesionado.

Quando há muita gordura no corpo, ele é um dos primeiros a ser sobrecarregado, sofrendo com a chamada esteatose hepática, que nada mais é que o acúmulo de gordura em suas células. Quando isso acontece, ele vai ficando inchado e suas outras funções, como a coagulação e a reserva de energia, passam a ser prejudicadas.

Inchaço e nódulos no fígado

Além do acúmulo de gordura, que faz com que o fígado aumente de tamanho, os maus tratos ao órgão podem levar ao aparecimento de nódulos, que podem ser compostos por gordura ou por tecido fibrose, situação em que o órgão foi machucado e é formada uma cicatriz no local. Esses nódulos podem também ser tumores cancerosos, mas esse é outro tipo de problema.

Regeneração do fígado

Ana Luisa explica ainda que o fígado é um órgão que tem grande capacidade de regeneração. “Se a alteração hepática for identificada e tratada a tempo, o órgão se recupera muito bem e a pessoa terá uma vida perfeitamente normal”.

Para isso, é importante que, além do tratamento médico, haja um cuidado especial com a alimentação, trocando antigos hábitos de excesso por uma dieta equilibrada, livre de abusos.

Ação do açúcar no organismo

A nutróloga Ana Luisa explica que o açúcar refinado causa um pico de glicose no nosso organismo, estimulando o pâncreas a produzir altas quantidades de insulina, uma molécula responsável por levar a glicose da corrente sanguínea para dentro da célula.

Toda essa glicose intracelular, quando não utilizada, se torna gordura. Nos atletas, por exemplo, que consomem grandes quantidades de caloria, ela acaba sendo gasta durante os treinos, mas em quem é sedentário ela vira gordura acumulada.

Isso não acontece com os alimentos de baixo índice glicêmico, como os carboidratos integrais, que liberam a glicose, e consequentemente a insulina, de maneira mais lenta e controlada.

As consequências das altas taxas de glicose e insulina na corrente sanguínea são doenças como a resistência à insulina, diabetes tipo 2, além de síndrome metabólica, da obesidade e da redução da vida útil do pâncreas, órgão que vai sendo prejudicado por ter que produzir altas quantidades de insulina.

O energético, além de possuir grandes quantidades de açúcar, não promove saciedade por se tratar de uma bebida. Em consequência, o consumo excessivo ainda mais fácil e o pico de glicemia e a liberação excessiva de insulina se mantêm o dia todo em casos como o de Mary Allwood, que consumia até 20 latinhas diárias.

Ação da cafeína no organismo

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A médica explica que o consumo moderado de cafeína pode trazer até benefícios cognitivos, melhorando a atenção e o aprendizado. Mas, é preciso muita cautela com o consumo excessivo e os estímulos cerebrais por ele causado, que podem ser altamente viciantes.

Além disso, o consumo abusivo de cafeína também pode causar palpitações, que é a aceleração da frequência, a vasoconstrição, a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos. A longo prazo, pode haver alterações cardíacas, emocionais, depressão, fadiga, dores musculares, mal-estar, náusea e hipertensão.

Substitutos para o açúcar

Açúcar mascavo: menos calorias e mais nutrientes.

 

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