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Estupros no Litoral Norte podem ter sido cometidos pelos mesmos criminosos

Em dois meses, sete casos de estupros no Litoral Norte foram registrados. Na tentativa de resolver o problema, moradores de Riacho Doce e Garça Torta interditaram o trânsito na última sexta-feira (14) e na manhã desta segunda-feira (17), um grupo de mulheres da região norte realizou um protesto em frente ao prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no Centro de Maceió. O objetivo é cobrar que as providências sobre esse “surto” de estupros ocorridos naquela região.

A reportagem do CadaMinuto entrou em contato com a conselheira tutelar da região VI, Andreia Santos, que informou que os casos estão assustando as adolescentes e os familiares que moram na região norte. “Os estupros estão acontecendo com as adolescentes de idade entre 14 e 17 anos, e sempre acontece quando elas estão indo ou voltando da escola.” Andrea Santos destacou que os casos estão acontecendo sempre da mesma maneira. “Um carro escuro, homens armados e que colocam as adolescentes dentro do veículo e levam elas para um matagal”.

Testemunhas que preferiram não se identificar disseram à reportagem que, o “modus operandi” leva a crer que os casos podem ter sido praticados pelos mesmos criminosos. Ainda de acordo com Andreia Santos, o Conselho Tutelar está dando todo o suporte necessário para as famílias e para as jovens que foram vítimas de estupro, mas que a parte de investigação cabe apenas à justiça. “Encaminhamos esses adolescentes e os familiares para que eles façam um tratamento psicológico, levamos as vítimas para os hospitais para que elas possam tomar os coquetéis e para o exame de corpo de delito”, comentou. E ainda ressaltou que “o estupro é um problema que causa sérios transtornos”.

A conselheira tutelar ainda informou que um dos suspeitos de um dos casos foi reconhecido, mas que como não havia provas o suficiente, ele não foi preso.

A delegada Adriana Gusmão, da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente, informou que há um inquérito instaurado mas, não tinha flagrante, tampouco elementos ainda suficientes para assegurar a autoria. “As vítimas teriam achado o olhar parecido, mas na hora do crime os autores estavam encapuzados. Mas o processo investigatório continua”.

Na última sexta-feira, o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, destacou que precisa do empenho de todos para a identificação dos suspeitos, mas convidou a população a se fazer presente no sentido de denunciá-los para facilitar o serviço das policias. Após a manifestação realizada na manhã de hoje, Lima Júnior se reuniu com o grupo de manifestantes e ressaltou que a Segurança Pública se comprometeu em reforçar o policiamento na região e designar uma comissão especial de delegados para investigar os crimes.

Antônio Sabino, diretor de Formação Comunitária da Federação das Associações dos Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas (Famecal), destacou a preocupação da SSP em dar as respostas que o Estado e a sociedade esperam. Ele foi um dos participantes da reunião.

“Saímos daqui confortados com as determinações do secretário Lima Júnior, que estava ocupado e, mesmo assim, recebeu a comunidade prontamente. Isso é uma demonstração de que há preocupação em resolver o problema. Queremos agora, além de ver o reforço do policiamento, a prisão dos criminosos”, declarou Sabino.

 

colaboradora*

cadaminuto

 

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