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Estudante alagoano é morto pela Polícia Militar durante blitz na Paraíba

O jovem universitário alagoano Cícero Maximino da Silva Júnior, conhecido como Eduardo Júnior, de 20 anos, foi morto após ser atingido por disparos de arma de fogo deflagrados por policiais militares durante uma blitz, na noite desta sexta-feira, 22, no estado da Paraíba. Polícia Militar diz que o estudante não atendeu à ordem de parada quando estaria em uma moto com outra pessoa.

A PM da Paraíba publicou nota e afirmou que “segundo a versão dos participantes da blitz, dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu”.

Sendo assim, após a reação do policial, ele teria sido atingido com um tiro na cabeça. O jovem chegou a ser socorrido e conduzido a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda de acordo com a nota, “o fato já está sendo acompanhado pela Polícia Civil, a quem foi entregue a arma apreendida no local do fato e apresentado para prestar esclarecimentos o policial que reagiu contra a ação da dupla”.

 


Jovem postou no facebook que estava indo à Paraíba (Reprodução Facebook)

 

Familiares e amigos contestam

Em publicações do jovem nas redes sociais, familiares e amigos do jovem contestam a versão policial ao dizer que Eduardo “não teria capacidade de sacar uma arma contra os policiais”.

Outros comentários de amigos como: ”o que fizeram com vc (sic) foi uma covardia” e ”não dar pra acreditar. Dudu tão lindo, tão gente boa, tão dedicado ao curso que ele escolheu, tão cheio de vida (sic)” estão presentes em fotos do estudante.

 


Mensagens no Facebook de Eduardo Júnior (Reprodução Facebook)

 

Eduardo Júnior cursava Fisioterapia no Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), em Maceió. O enterro está marcado para às 15h deste domingo, 23, no município de Teotônio Vilela, lugar onde morava antes de vir a capital.

Confira a nota da Polícia Militar da Paraíba na íntegra:

“A Polícia Militar vem a público informar que sobre a ocorrência da blitz do bairro de Manaíra, realizada na noite dessa sexta-feira (21), em João Pessoa, quando dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu, segundo a versão dos participantes da blitz, o fato já está sendo acompanhado pela Polícia Civil, a quem foi entregue a arma apreendida no local do fato e apresentado para prestar esclarecimentos o policial que reagiu contra a ação da dupla.

O local escolhido para a referida blitz atendeu aos casos e denúncias de assaltos que vinham sendo registrados nos últimos dias nos bairros de Manaíra e Bessa, que tinham como suspeitos homens de moto, situação que também deve ser investigada, já que na bolsa de um deles foram encontrados celulares e documentos de terceiros.

A Polícia Militar vai esperar a conclusão dos procedimentos de praxe que são realizados em casos como esses e está prestando toda a assistência jurídica e psicológica para o policial que estava na situação, refutando desde já qualquer julgamento que não seja com base em provas e procedimentos previstos em lei, como vem sendo especulado desde o momento do fato”.

*Com Agências

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