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Chefe da campanha do PMDB é encontrado morto em Porto Alegre

Corpo de Plínio Zalewski estava na sede do PMDB; perícia investiga as circunstâncias da morte.

O coordenador executivo da campanha de Sebastião Melo (PMDB) à Prefeitura de Porto Alegre, Plínio Zalewski, foi encontrado morto no banheiro da sede do partido na tarde desta segunda-feira (17). A informação foi confirmada pela direção estadual do partido.
Não foram divulgadas informações sobre as causas da morte. O presidente do PMDB municipal, Antenor Ferrari, informou que Melo não deverá se pronunciar sobre o fato. A Polícia foi chamada e a perícia já está na sede do partido, na região central de Porto Alegre.

Funcionários do comitê conversaram com Zalewski na tarde de sábado (15) e não perceberam nada de estranho na conduta do assessor. Além disso, segundo apuração da Polícia, Zalewski telefonou para a esposa na manhã de domingo (16) avisando que iria almoçar em casa.

Desde então, não foi mais localizado. A esposa do coordenador havia registrado boletim de ocorrência na noite de domingo indicando seu desaparecimento.

Zalewski respondia a processo judicial, movido pelo candidato do PSDB à Prefeitura de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, por calúnia, injúria e difamação devido a postagens em seu perfil pessoal no Facebook. A juíza Viviane Souto Sant’Anna, em despacho no dia 4 de outubro, indeferiu o pedido de exclusão do suposto post difamatório, feito por Marchezan, e negou as alegações do candidato.

Em nota o PMDB expressou pesar pela morte, que classificou como “trágica”. O texto observa que Zalewski tinha uma história dedicada ao Rio Grande do Sul e era reconhecido por seu trabalho “comprometido e legal”. O partido suspendeu todas as atividades de campanha até esta terça-feira (18).

No Twitter, Melo se disse “consternado” pela morte de Zalewski e confirmou a suspensão das atividades partidárias. Em depoimento na sede do PMDB, onde o corpo foi encontrado, Melo não conteve o choro e afirmou que “política deve ser sinônimo de paz”.

O candidato à prefeitura pelo PSDB, Nelson Marchezan Júnior, também lamentou publicamente a morte e suspendeu os programas eleitorais no rádio e na TV por 24 horas “em solidariedade e respeito à família, amigos e PMDB”.

O delegado Paulo Grillo, responsável pela investigação, disse que o corpo tinha “repetidas lesões de faca” no pescoço e que o quadro indicava uma situação “compatível com suicídio”. Mas que, como toda morte violenta, o episódio deverá ser investigado.

Grillo também informou que um bilhete foi encontrado junto ao corpo, mas que está praticamente ilegível devido a manchas de sangue. A hipótese do delegado é que a morte tenha ocorrido na noite de domingo – o corpo só foi descoberto à tarde em função do baixo movimento no comitê pela manhã, devido a um forte temporal que atingiu Porto Alegre na madrugada.

Plínio Alexandre Zalewski Vargas, 53, havia sido candidato a vereador em 2012 e coordenador do Observatório de Porto Alegre na gestão do prefeito José Fortunati. Era casado e tinha três filhas.

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