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Privatização da Eletrobras: sindicalista diz que proposta foi um ataque aos trabalhadores

Após o anúncio da privatização da Eletrobras Alagoas e outras distribuidoras de energia, feito pelo presidente Michel Temer (PMDB) nesta terça-feira, dia 13, o presidente do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Nestor Powel disse que a decisão “foi um ataque aos trabalhadores”.

Apesar do programa do governo Federal intitulado “Crescer” que tem como ideia básica gerar desenvolvimento e empregos no país, o sindicalista defendeu que esta medida “é um alerta para a população, pois irá provocar a demissão em massa dos trabalhadores e promover a precarização de serviços essenciais para a população”.

Powel foi enfático ao afirmar que a medida “é um ataque aos direitos dos trabalhadores e essa mudança com certeza será sentida nos serviços ofertados à população”.

O anúncio inicial de que a empresa passaria pelo processo de privatização foi dado em julho deste ano quando o  Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, confirmou que a antiga Companhia Energética de Alagoas (Ceal) seria a próxima distribuidora a ir para leilão, juntamente com a distribuidora de Piauí, por serem as “menos complicadas”.

Os projetos

Ao todo 25 projetos de concessão ou privatização serão efetuados entre os anos 2018 e 2018. As seis distribuidoras de energia que eram administradas pela Eletrobrás que serão privatizadas ficam nos estados de Alagoas, Acre, Amazonas, Roraima, Piauí e Rondônia. No mesmo programa, o governo irá conceder usinas hidrelétricas e a concessão de três empresas de saneamento básico nos estados do Pará, Rio de Janeiro e Rondônia.

O programa foi batizado de “Crescer” e inclui ativos em rodovias, ferrovias, terminais portuários, mineração, geração e distribuição de energia e saneamento. A previsão é que 21 desses projetos sejam leiloados em 2017 e outros quatro em 2018.

O governo prometeu rigor técnico nos editais de ampliação de segurança jurídica para os investidores e afirmou que todos os editais serão publicados somente após análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com Agências

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