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PC diz que morte de vereador não teve motivação política

O delegado Guilherme Iusten, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) responsável pela investigação do assassinato do professor e candidato a vereador do município de Teotônio Vilela, David Silva, encerrou o inquérito policial e descartou a possibilidade do crime ter motivação política.

Segundo informações do delegado, o crime ocorreu em razão de um acerto de contas por envolvimento da vítima com o tráfico de drogas na região. Iustem informou ainda que o últmo acusado de participação no crime foi preso nesta terça-feira, dia 20.

“A vítima tinha dívidas com os traficantes que resolveram usar a vida de David Silva como pagamento”, esclareceu o delegado.

Segundo Guilherme Iustem, o tráfico tinha como líder um homem identificado como “Pardal” e após a sua morte, outro traficante conhecido como “Biro Biro” assumiu o lugar e cobrou o pagamento das drogas.

David Silva Leandro, de 29 anos, foi assassinado a tiros no dia 22 de agosto, no Conjunto Parque do Futuro III, próximo ao Centro de Teotônio Vilela.

Logo após o homicídio, a polícia conseguiu prender Amaro José da Silva Junior, conhecido como “Biro Biro”, 19 anos, mandante do crime.

Na última quinta-feira (15), Antônio Pedro dos Santos, 22 anos, o “Tonho Bode”, outro acusado de participar do assassinato, foi atingido e faleceu após uma troca de tiros com policiais militares nas imediações do loteamento Vitória, situado na parte alta do município de Penedo.

Desta vez, um adolescente de 17 anos foi apreendido apontado como o executor do crime. Segundo as investigações, teria sido ele que efetuou os disparos que tirou a vida do professor.

Outros casos

No mês de agosto, dois candidatos a vereador foram e um homem que participava de uma caminhada política foram vítimas de atendado em diferentes municípios do Estado. Durante três dias seguidos, as polícias Civil e Militar registraram casos com características de crime político.

No município de Igreja Nova, o candidato Renivaldo Pereira, conhecido como Loro Pereira, de 30 anos, foi baleado na zona rural no dia 25 de agosto.

Loro Pereira saía de uma residência quando suspeitos, que não chegaram a ser identificados, abriram fogo contra ele. Ele foi baleado e logo em seguida os autores dos disparos fugiram e não foram localizados.

Outro caso, foi de um homem identificado como Henrique Correia Silva, 31 anos, que foi atingido por dois disparos no tórax durante uma caminhada política na cidade do Pilar no dia 20 de agosto, sendo encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE).

Por fim, a residência de Hélvio Peixoto, presidente do PROS (Partido Republicano da Ordem Social) em Tanque D’arca, foi alvejada a tiros no dia 21 de agosto. O político não é candidato a prefeito, mas faz parte de um grupo político rival do que administra a cidade.

Ainda não se sabe se esses casos teriam motivação política ou se os candidatos estariam envolvidos em algum crime. A polícia ainda não concluiu os outros casos.

 

*com Ascom PC/AL

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