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Nos últimos doze meses, 11 policiais militares morreram em serviço em Alagoas

Subiu para 11 o número de policiais militares que morreram em serviço nos últimos doze meses em Alagoas. A quantidade aumentou com a confirmação da morte, no último fim de semana, do sargento da Polícia Militar (PM) de Alagoas José Ferreira de Araújo, de 51 anos, que estava internado desde o mês passado, no Hospital Geral do Estado (HGE), após reação a um assalto a ônibus no bairro do Jacintinho, em Maceió. A estatística mostra que a maior parte das vítimas foi assassinada; a outra tombou em decorrência de acidentes.

O levantamento da assessoria de comunicação da PM e apresentado durante as homenagens à Pátria no desfile de 7 de setembro deixa de fora a morte dos policiais em outras condições, a exemplo dos que estavam fora de serviço ou que cometeram suicídio neste período. Se estas ocorrências tivessem incluídas, o quantitativo seria bem maior, representando uma baixa na corporação.

Sargento Ferreira morreu após reagir a um assalto a ônibus

FOTO: JOBISON BARROS

O sargento Ferreira tinha deixado o batalhão e retornava para casa de ônibus. Imagens gravadas pelo circuito interno do coletivo mostra a ação de três criminosos. Um deles ficou na parte da frente e anunciou o assalto. O PM reagiu atirando contra o bandido, o que resultou numa troca de tiros. O passageiro Alonso Lopes de Souza, de 61 anos, foi baleado e morreu a caminho do Hospital Geral do Estado (HGE). O assaltante caiu morto na hora e o policial faleceu 15 dias depois. O sepultamento dele aconteceu no último domingo, no cemitério do Benedito Bentes, sob honras militares.

Além de Ferreira, mais cinco policiais de Alagoas foram assassinados no intervalo de um ano. Em 23 de outubro de 2015, o cabo Alisson Ferreira do Nascimento, de 33 anos, e o soldado Anderson Marques Passos, de 31, foram executados praticamente à queima roupa em uma grota localizada no Barro Duro, na capital. A dupla era integrante do serviço de inteligência da corporação e estava cedida ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MPE). À época, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) informou que as vítimas foram reconhecidas e, por isso, assassinadas.

Capitão Rodrigues foi assassinado durante abordagem

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Em abril deste ano, o capitão Rodrigo Moreira Rodrigues foi morto com um tiro no pescoço durante uma abordagem do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP) no bairro de Santa Amélia. O suspeito, Agnaldo Lopes de Vasconcelos, confessou ter atirado no PM e alegou tê-lo confundido com um ladrão. No dia 6 de maio, o soldado Renato Gonçalves Soares, do Pelotão de Operações Policias Especiais, pertencente ao 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), foi assassinado dentro de casa. Os bandidos entraram no imóvel e abriram fogo.

No começo deste mês, o segundo sargento Marcus Antônio Cabral da Silva foi morto durante uma abordagem a suspeitos do Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) no bairro de Jacintinho. O crime foi flagrado por câmeras de segurança e mostraram a ousadia dos bandidos. O suspeito de ter atirado no PM foi baleado numa troca de tiros com viaturas policiais e ainda se recupera no HGE.

Quatro militares faleceram após queda de helicóptero da SSP

FOTO: LIVIA LEÃO

Em 23 de setembro do ano passado, morreram quatro militares de uma vez só na queda de um helicóptero da SSP nas proximidades do Aeroclube, no bairro de Santa Lúcia. Faleceram o major do Corpo de Bombeiros Milton Carnaúba Gomes Paiva, o capitão PM Mário Henrique de Oliveira Assunção e os soldados PM Marcos de Moura Pereira e Diogo de Melo Gonzaga. O quarteto integrava o grupamento aéreo e fazia o patrulhamento de locais de risco.

No dia 18 de dezembro de 2015, o subtenente PM Adeilton José dos Santos morreu vítima de um grave acidente com a viatura do Pelopes, na cidade de Atalaia. Três policiais ficaram feridos.

O secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior, comentou que a morte de policiais deixa uma lacuna grande na corporação. “O momento é de dor para a secretaria e para a sociedade alagoana. Devemos nos unir para combater o crime e apoiar as famílias. No entanto, felizes são aqueles que deixam um legado no mundo. Não iremos deixar nos abater. A dor existe, mas esta dor se transforma em força e vontade para combate aqueles que lesam a sociedade e a segurança pública”, avalia o gestor.

gazetaweb.globo

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