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LÉO PINHEIRO É ENFÁTICO: ‘SEJA QUEM FOR DO OUTRO LADO, CONTAREI MEUS CRIMES’

Os procuradores da Operação Lava Jato, uma frase do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro ao juiz Sérgio Moro soou como uma ameaça explícita a agentes políticos que teriam sido contemplados com propinas. Ao depor nesta terça-feira, 13, o empreiteiro disse que está sofrendo com as consequências da operação e que revelará todos os crimes que cometeu ‘seja quem for do outro lado’.

Léo Pinheiro é um dos maiores empreiteiros do País e tem uma estreita relação com políticos de vários partidos e autoridades de graduações importantes.

As investigações dão conta de que o ex-OAS foi protagonista no esquema de cartel e propinas instalado na Petrobras entre 2004 e 2014. Ele foi preso pela primeira vez em novembro de 2014, oito meses após o estouro da Lava Jato.

“Durante esse período, já são dois anos, né? Uma coisa que tem me angustiado muito, um prejuízo muito grande para mim, para minha família, para minha empresa, para os meus amigos”, desabafou o delator.

“Eu quero colaborar, excelência, no que eu puder, agindo exatamente como fiz aqui”, disse Léo Pinheiro. “Eu sei dos crimes que cometi, não estou fugindo de nenhum deles e direi todos que cometi, seja quem for do outro lado”, concluiu o empresário, que foi preso pela segunda vez no dia 5 de setembro, acusado de obstruir as investigações.

Somente na tarde dessa terça, Léo Pinheiro envolveu o governo Dilma Rousseff, o PMDB, presidente e relator da CPMI da Petrobras, Vital do Rêgo (agora ministro do TCU) e o deputado Marco Maia (PT-RS), respectivamente, e o ex-senador Gim Argello. Todos eles envolvidos em esquema de propina para barra as investigações contra a OAS na comissão.

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