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Judson diz que não deixa a Serveal: “Não foi o PT que me indicou”

Às vésperas da reunião marcada para segunda-feira, 5, onde a executiva do PT deve bater o martelo pelo rompimento com o governo estadual, o ex-deputado Judson Cabral, presidente da empresa Serviços de Engenharia de Alagoas (Serveal), afirmou que não deixará o cargo.

“O PT não se reuniu para me indicar. Não houve nenhuma reunião de executiva para indicar meu nome. O PT indicou o Brito. A Serveal foi um convite pessoal do governador… Sou engenheiro e estou trabalhando em uma área técnica”, explicou Cabral, se referindo à indicação de Joaquim Brito, inicialmente para a Secretaria de Assistência Social (hoje, o petista é secretário do Trabalho).

“Estou trabalhando, cumprindo meu papel perante a sociedade e a quem me indicou. É um cargo técnico e não foi o PT que me indicou… Não me sinto atingido por essa decisão, nem obrigado a cumpri-la… Até entendo, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra… Seria uma visão estreita”, reforçou o ex-deputado.

Sem entrar em detalhes sobre o mérito da opção do partido pelo rompimento com o governo do Estado, Cabral disse considerá-la intempestiva. “Porque tudo o que aconteceu já estava desenhado”. “Não quero entrar nessa discussão, porque me afastei um pouco da questão partidária, retomando a engenharia”, completou.

Questionado sobre a possibilidade de deixar o PT, Judson Cabral disse que, após 30 anos de partido, nenhuma decisão pode ser tomada de uma hora para outra: “Sempre tive o apoio de um grupo de pessoas do PT e também de não filiados. Não cogito nenhuma mudança de imediato”.

Apesar de, aparentemente, o PT ter deixado Judson, ele (ainda) não deixou o PT.

cadaminuto

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