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Procura-se Collor no julgamento do impeachment

A sessão que vai definir o futuro de Dilma Rousseff começou nesta quinta-feira sem a presença de uma figura emblemática: o senador Fernando Collor (PTC-AL), o primeiro e, ao menos por enquanto, único presidente da República a deixar antecipadamente o Planalto após ser alvo de um processo de impeachment.

O plenário abriu os trabalhos às 9h30 para ouvir as testemunhas no processo por crime de responsabilidade contra Dilma Rousseff e, até o inicio desta noite, o senador ainda não havia aparecido e tampouco registrado presença na sessão. A assessoria do parlamentar, no entanto, jura que ele compareceu ao Senado.

Collor ainda não declarou o seu voto e tem se mantido reservado ao longo da tramitação do processo no Senado – muito embora tenha disparado contra Dilma durante a votação do afastamento da petista, em maio, quando apontou para as “ruínas de um governo” e “de um país”. Vinte e quatro anos após ocupar o banco dos réus no Parlamento, Collor deu o primeiro voto desfavorável a Dilma.

A expectativa é a de que Collor mantenha o mistério até a data da votação final, prevista para a próxima terça-feira. Ele já deu sinais de que votará favoravelmente ao impeachment. Em artigo publicado nesta semana no jornal de sua família, a Gazeta de Alagoas, afirmou categoricamente que Dilma cometeu crime de responsabilidade.

“O atual processo de impeachment baseia-se em pontos já analisados e materializados como atos ilegais. Se a participação da presidente foi comissiva ou omissiva, culposa ou dolosa, há de se ter o juízo. Desde 2013, as infrações fiscais e orçamentárias eram apontadas publicamente. O Palácio do Planalto tinha ciência dos avisos. Na omissão, permitiu-se, de forma tácita, a infração de lei federal. É disso que se trata, também”, escreveu o senador.

Nesta quinta-feira, a única manifestação pública do senador foi uma postagem em seu Facebook em homenagem ao Dia do Soldado. Na foto, Collor, ainda presidente, cumprimenta um oficial do Exército – instituição comumente associada a uma relação hostil com Dilma, que foi presa política e torturada na ditadura militar.

msn

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