Cícero Almeida ao atacar líder comunitário na Grota do Cigano - Cortesia

FORO ESPECIAL IMPEDIU INDICIAMENTO DE CANDIDATO DE RENAN

Em decorrência de seu discurso, em que acusou o líder comunitário Júnior Nogueira de ameaçar mandar bala em sua primeira caminhada de campanha na Grota do Cigano, o candidato a prefeito de Maceió, Cícero Almeida, o Ciço (PMDB), foi intimado a prestar depoimento à Polícia Civil, do 9º Distrito Policial do Jacintinho. Mas a oitiva que estava prevista para a tarde desta quarta-feira (24) foi desmarcada, após o delegado Nivaldo Aleixo ter se convencido de que o candidato mantém prerrogativa de foro, mesmo licenciado do mandato de deputado federal. A vítima disse que levará o caso à Polícia Federal (PF).

Demonstrando clara decepção, o delegado Nivaldo Aleixo confirmou ao Diário do Poder a suspensão do inquérito. E antecipou que, com base nas provas apresentadas pelo líder comunitário, o candidato a prefeito apoiado pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) seria indiciado pelo crime de injúria, ameaça e difamação.

O delegado confirmou ainda que vai encaminhar Júnior Nogueira à Superintendência da Polícia Federal em Maceió, no bairro do Jaraguá.

“Mesmo ele afastado como deputado federal, ele ainda tem a prerrogativa de foro especial. Então, infelizmente, não vou poder fazer. Se fosse uma pessoa comum ou ele tivesse deixado de ser deputado, ele seria processado. Infelizmente, infelizmente [ressalta], ele não será processado. Ele vai poder esculhambar quem ele quiser e, infelizmente, nós não vamos poder fazer nada. Vou encaminhar para que ele [Júnior Nogueira] procure a Polícia Federal, porque foi injúria, ameaça e difamação. Ele seria indiciado [na Polícia Civil], porque tem gravação, tem tudo”, lamentou Aleixo.

O líder comunitário Júnior Nogueira registou Boletim de Ocorrência contra Ciço no último dia 18, após ser chamado de vagabundo e acusado de ameaçar receber a caminhada do peemedebista à bala, no primeiro dia de campanha, na comunidade da Grota do Cigano, no Jacintinho. E reafirmou que levará o caso à Polícia Federal.

“Vou botar o barco para frente. Não quero nem saber. O que eu puder fazer para que ele limpe meu nome da forma como ele sujou, vou fazer”, disse Júnior Nogueira.

 

Acusação reafirmada

Quando entrevistado pelo Diário do Poder, Cícero Almeida também disse que Júnior Nogueira seria um traficante e que teria ameaçado sua caminhada a mando de seu rival, o prefeito Rui Palmeira e do presidente da Câmara Municipal Kelmann Vieira, candidatos à reeleição pelo PSDB.

O ex-prefeito Ciço ainda deu uma versão de que acionou o Batalhão de Eventos da Polícia Militar do Jacintinho e que policiais teriam agido junto a Júnior Nogueira e ao seu pai de 83 anos, para impedir a suposta ação criminosa contra sua caminhada.

Porém, quando consultada pelo Diário do Poder sobre as declarações do candidato do PMDB, a Assessoria de Comunicação da PM informou que o comando do Batalhão do Jacintinho desmentiu que tenha havido ocorrência relacionada a alguma ameaça à caminhada tampouco abordagem ao líder comunitário ou ao seu pai.

diariodopoder

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