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Eleições de 2016 promovem reaproximações inusitadas como a de Téo Vilela e Lessa

O processo eleitoral de 2016 está próximo de ser deflagrado oficialmente em Maceió. Extraoficialmente, já foi e faz é tempo. Porém, diante das convenções partidárias já realizadas e dos acordos políticos que estão sendo fechados, algumas alianças e fatos surgem como inusitados, se lembrarmos das recentes disputas ocorridas na Terra dos Marechais.

Mas, não são apenas as alianças; as rupturas também promovem questionamentos.

Recordemos o ano de 2014. Naquela época, no grupo capitaneado pelo hoje governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) e pelo senador Renan Calheiros (PMDB) estava um leque de partidos que aglutinava o Partido dos Trabalhadores, o senador Fernando Collor de Mello (PTC), dentre outros nomes. Agora, na disputa pela Prefeitura de Maceió o grupo teve um pequeno racha; mas bem pequeno, pois pode haver recomposições em um eventual segundo turno. É sair de casa, mas deixar a porta aberta para um retorno.

É o caso do PT.

O Partido dos Trabalhadores lançou a candidatura do deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), à Prefeitura de Maceió. Paulão disputará com todos os outros postulantes, incluindo o candidato do governo Cícero Almeida (PMDB). Mas, na esfera estadual, o PT segue aliado de Renan Filho. Ocupa a pasta do Trabalho com um dos nomes importantes da legenda: Joaquim Brito. A eleição de 2016 na capital alagoana não fez com que o PT entregasse cargos, muito menos a situação nacional em que PMDB e PT estão em campos opostos, já que é o partido o presidente interino Michel Temer.

A política não é para iniciantes.

No ninho tucano de Rui Palmeira (PSDB) houve rachas. O deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), esteve com Palmeira em 2012. O parlamentar responsável pela indicação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente por um longo tempo, até que decidiu ser candidato à Prefeitura de Maceió. JHC virou um rival do tucano e encontrou uma aliança com o PSL/ Livres, da qual sairá seu vice: o médico Henrique Arruda (Livres). O deputado federal tenta se consolidar como uma terceira via.

Mas, se no ninho tucano houve racha, houve também reaproximação. Quem diria que o PDT se aliaria ao PSDB neste pleito. Desde 2006, quando Teotonio Vilela Filho (PSDB) foi eleito – pela primeira vez – governador de Alagoas, que tucanos e pedetistas romperam de vez.

O principal nome do PDT, o ex-governador e atual deputado federal, Ronaldo Lessa, se tornou um rival político de Teotonio Vilela. Tanto que em 2010, na reeleição de Vilela, foi seu principal opositor em um segundo turno disputadíssimo. As trocas de farpas foram parar na Justiça. Mas, parece que Teotonio Vilela Filho e Ronaldo Lessa encontraram o caminho do perdão com a bênção de Rui Palmeira.

Rui Palmeira selou o acordo entre PDT e PSDB e colocou Vilela e Lessa abraçados em um mesmo palanque. Mágoas foram deixadas para trás. Hoje, na administração municipal tucana, o PDT comanda duas pastas. Na Câmara Municipal, Rui Palmeira também tirou aliados importantes de Renan Calheiros, como o vereador Kehlmann Vieira. Este, não só mudou de barco, mas também de partido. Ingressou no ninho tucano.

Interessante como os nomes da política alagoana se afastam, trocam farpas e acusações e – anos depois – estão juntos por conta dos interesses eleitorais e da matemática das coligações. Surge a hora de refazer discursos. Isto não é exclusividade de um grupo. Os exemplos que enxergamos agora são arquétipos de acontecimentos históricos.

Vejam o caso dos senadores Fernando Collor de Mello e Renan Calheiros. Eles já se aproximaram e se distanciaram muitas vezes na história. Da eleição de Collor a presidente, passando pelo impeachment e pelas recentes eleições, a história de rupturas e é recomposições é grande. Collor quando candidato ao governo, em 2010, foi rival de Renan Calheiros. Em 2012, ao apoiar Ronaldo Lessa na disputa pela Prefeitura (contra Rui Palmeira), reencontrou Renan. Em 2014, estavam juntos novamente, com Collor se reelegendo ao Senado Federal. Agora, Collor desenha sua candidatura a prefeito. É um recado para Renan Calheiros que soa da seguinte forma: “não dependo de você”.

Collor é o bloco do eu sozinho neste processo eleitoral.

E viva o xadrez político alagoano que mais parece um museu de grandes novidades, como diria o compositor Cazuza. ]

cadaminuto

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