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Collor mostra sinais de que será mesmo candidato à Prefeitura de Maceió

Na manhã de hoje, dia 03, a Coluna Labafero trouxe a informação sobre a candidatura do senador Fernando Collor de Mello (PTC) à Prefeitura de Maceió. Collor – conforme bastidores – deve substituir o nome de Paulo Memória, que até então era o candidato do PTC no pleito deste ano.

O PTC de Collor faz parte do G-8, que é um grupo de partidos desenhando pelo dirigente do PRTB, Adeílson Bezerra, com o objetivo de conquistar cadeiras na Câmara Municipal de Maceió. Bezerra utiliza da mesma estratégia que traçou para eleger deputados estaduais e um deputado federal no ano de 2014. Na época, o federal foi Cícero Almeida. Ele deixou o PRTB e acabou no PMDB do senador Renan Calheiros. Atualmente, Almeida é pré-candidato à Prefeitura de Maceió.

Em relação a Collor, se há dúvidas de suas pretensões, o senador tem dado sinais de que realmente está disposto a concorrer à Prefeitura. Fernando Collor sempre foi uma “esfinge” difícil de ser interpretada. Em 2014, esteve ao lado de Renan Filho (PMDB) na disputa pelo governo do Estado de Alagoas. A última vez que disputou um Executivo foi em 2010, quando enfrentou Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT) na briga pelo Palácio República dos Palmares. Collor foi derrotado ainda no primeiro turno.

Agora, rompe de vez com Renan Calheiros e vai para a oposição ao PMDB.

O senador fala pouco com a imprensa alagoana e adota sua postura imperial. Deve estar sentindo o impacto da repercussão em torno de seu nome. Claro que o senador do PTC tem uma considerável densidade eleitoral. Ela já foi testada em 2006, 2010 e 2014, por exemplo, ainda que em alguns destes processos tenha saído derrotado. Em 2006, se elegeu senador pela primeira vez.

A densidade é suficiente? Não. A rejeição ao nome de Collor também é grande. Não há como dissociar Fernando Collor de Mello do desastre que foi sua presidência, apesar de pontos positivos, do esquema PC Farias, e do impeachment em 1992. Mais recentemente, Collor ainda enfrenta as acusações contra ele oriundas das investigações da Operação Lava Jato.

Um fato interessante: confirmando a posição de Collor, os três senadores alagoanos – todos investigados na Lava Jato – estarão em palanques diferentes: Renan Calheiros com Cícero Almeida, Benedito de Lira com Rui Palmeira (PSDB) e Collor com ele mesmo.

cadaminuto

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