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Campanha eleitoral é mais pobre de ideias do que de dinheiro

Esta é uma campanha atípica – este é o consenso geral.

Mas não é a falta de dinheiro das empresas e o curto tempo de propaganda eleitoral que há se confirmar esta verdade.

As campanhas eleitorais  no Brasil perderam o fundamental: a capacidade de levar o debate às sociedade.

Funcionam, simplesmente, como um palco de exibição para os candidatos majoritários, uma disputa pela melhor performance nos meios de comunicação.

Eu já acompanhei ao longo da minha vida dezenas de campanhas que empolgavam pelas ideias que iam disseminando na sociedade.

Hoje, a pobreza não é apenas de grana para contratar os melhores marqueteiros, os grandes advogados eleitorais, nada disso: a miséria mais dolorosa é atinge as ideias.

Por que não tentar debater, falar e ouvir – candidatos a prefeito e a vereador – os vários segmentos da população?

Ainda é possível, sim, reunir pessoas – e não só claque – nas igrejas (fora dos horários de cultos), nas entidades de classe, nas associações de moradores etc. Falar e ouvir, como bem ensina a verdadeira democracia.

Fico feliz quando sei que alguns candidatos, jovens principalmente, buscam este contato direito, encaram o público. Mas são exceções.

Se as entidades e assemelhados não provocam o debate, caberia aos comitês fazê-lo, ainda que correndo o risco de uma provocação, uma vai, seja o que for, que poderá ser usado pelos adversários.

Entendo a preocupação, mas não aceito que a pobreza de ideias e a covardia sejam “qualidades” defensáveis para quem pretende ser uma figura pública, ter um mandato eletivo.

Mas do que em qualquer outra situação, na campanha eleitoral a verdade não passa na televisão.

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