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Brasileira Poliana Okimoto é bronze após desclassificação de francesa

Poucos metros separavam a caminhada do hotel até a praia. Poliana Okimoto vinha na frente, séria. Ana Marcela, sorrindo, alguns passos atrás. Copacabana ainda estava preguiçosa às 7h15. Elas já estavam em alerta há muito tempo. Cada uma querendo escrever uma página mais bonita na trajetória olímpica. Uma havia sido eliminada em Londres 2012 por conta de uma hipotermia. A outra nem havia conseguido chegar lá. Quinze minutos depois de chegarem à área de competição, a organização fazia o ensaio da cerimônia de premiação. A medalha de ouro era anunciada para Ana, com Hino Nacional tocando em seguida. A uns 150m dali, ela se concentrava. O mar não estava bem do jeito que gosta. Calmo demais, parecendo uma piscina. A briga ia ficar mais acirrada. Naquelas condições, o cenário era favorável a Poliana. E  ela soube aproveitá-lo muito bem. Manteve-se no pelotão da frente e sofreu ao ver o bronze escapar no finalzinho dos 10km. Não teve nem muito tempo para ficar triste. A análise da arbitragem tirava a francesa Aurelie Muller do pódio por ter segurado a italiana Rachelle Bruni na batida no pórtico.

O ouro continuava com a holandesa Sharon van Rouwendaal (1h56m32s), atual vice-campeã do mundo na distância e que também disputou os 400m livre na piscina nos Jogos do Rio. Mas a a prata e o bronze tinham novas donas: Bruni (1h56s49) e a brasileira (1h56s51). Ana Marcela Cunha ficou em 10°.

– Não tenho palavras… – disse.

A prova

As brasileiras ia se mantendo no pelotão da frente. A polonesa Eva Risztov tomava a iniciativa de puxá-lo. Na cola, Poliana aparecia. Ana ficava um corpo atrás da compatriota. As nadadoras ficavam emboladas nos primeiros 2,5km. Na metade da prova, a francesa Aurelie Muller, atual campeã do mundo, era o destaque. Na terceira, a holandesa Sharon van Rouwendaal conseguia desgarrar um pouco. Mas a distância logo se perdia. Eva Risztov encostava. Ana Marcela surgia nadando forte, aparecia em sétimo. Poliana passava pela boia em terceiro.

Van Rouwendaal retomava a ponta. Pela frente, os últimos 2,5km. Era a hora de atacar. Poliana ganhava uma posição. E perdia para a italiana Racheli Bruni. A chinesa Xin Xin também se apresentava para a briga por uma medalha. O ouro já parecia ter dona. A holandesa não era ameaçada pelas adversárias. Poliana caía para quarto, não desistia e lutava muito pelo bronze. Mas no sprint final, era ultrapassada. O esforço seria compensado minutos depois.

gazetaweb.globo

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